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BS Odontologia aborda o tema “Bruxismo x Covid-19” em artigo especial para associados

ARTIGO: Bruxismo x Covid-19

Ficar em casa de forma impositiva tem suas consequências, sobretudo quando envolve a adaptação pessoal e familiar a novas rotinas de home-office, home-scholling, diminuição ou a falta de exercícios físicos, mudanças na alimentação e sono, enfim, na alteração de todos os horários diários.

O aparecimento do novo Coronavírus trouxe, além de uma adaptação forçada a uma nova realidade, alguns danos ao organismo, tais como estresse, ansiedade e distúrbios do sono. Antes mesmo de tudo começar a acontecer no Brasil, muito se falava sobre os impactos desta nova rotina na saúde. E uma questão relacionada com estresse, distúrbios do sono e ansiedade, o bruxismo, de certo modo também tem aumentado os casos em igual proporção nesse triste momento o qual vivemos.

Bruxismo é a condição de ranger, bater ou apertar os dentes, podendo implicar em tricas e até mesmo fraturas dos elementos dentários, além de sobrecarregar musculatura e articulação temporomandibular.

Uma desordem involuntária, de origem multifatorial e que foi recentemente classificada como um transtorno de movimento relacionado ao sono. Faz todo o sentido, já que o distúrbio pode ter relação com questões de ordem emocional, características do ambiente (postura, ruídos e luz), doenças das vias aéreas superiores, consumo de álcool, fumo, cafeína e o uso de determinados medicamentos. Fatores estes que podem impactar, justamente, no sono. Por este motivo tem aparecido com tanta frequência entre pacientes durante a pandemia.

Reconhecido como problema clínico há décadas, em seus episódios, o cérebro é primeiramente ativado e depois é notada uma aceleração cardíaca e, então, a musculatura mastigatória . É comum que, em pacientes bruxistas, as atividades rítmicas dos músculos da mastigação durante o sono sejam com a frequência ainda maior e as contrações musculares cerca de 30% mais intensas.

Os sinais e sintomas estão relacionados à dificuldade, dor ou limitação para movimentar ou abrir a boca, principalmente pela manhã, dores de cabeça e/ou enxaquecas matinais ou no final do dia, aumento do volume da musculatura da face, desgastes anormais nos dentes, quebra de dentes e restaurações sem causa aparente, língua e bochechas com marcas de dentes ou de mordidas.

O tratamento é multidisciplinar e pode se basear na confecção de uma placa miorrelaxante com o intuito de reduzir a carga e a intensidade da força muscular sobre as estruturas bucais, além da proteção dos dentes, tratamento cognitivo ou comportamental para redução do estresse psicológico nos casos necessários, farmacológico como forma de controle da dor e/ou desconfortos causados e até mesmo a aplicação de toxina botulínica nos músculos envolvidos no processo de contração, resultando um relaxamento muscular. Esta última pouco conhecida, mas de grande eficácia em casos mais severos.

Combinadas, estas terapias podem aliviar significativamente a dor e o desconforto. É importante salientar que a conduta terapêutica varia de paciente para paciente, pois deve considerar o histórico médico, odontológico, aspectos psicológicos, da rotina e de consumo de determinadas substâncias.

O mais importante é uma avaliação clínica para averiguar se já há trincas ou fraturas a serem reparadas nas estruturas dentais, ou mesmo se há outro tratamento reativo em casos de bruxismo moderado e avançado. Em casos mais leves, há tratamentos preventivos recomendados para manter a higidez dos dentes e das estruturas associadas, como músculos e articulação temporomandibular. De qualquer modo, é sempre fundamental manter-se saudável nesses momentos difíceis e continuar com os cuidados pessoais procurando toda a ajuda necessária.

Dra. Bruna Scripes - Cirurgiã-dentista, Especialista em Prótese Dentária
CRO-PR 19.361


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